quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A Hipótese dos Antigos Astronautas [AA]


- A Hipótese AA em resumo

"E aconteceu que, ao terceiro dia, ao amanhecer, houve trovões e relâmpagos sobre o monte, e uma espessa nuvem, e um sonido de buzina muito forte, de maneira que estremeceu todo o povo que estava no arraial. E Moisés levou o povo fora do arraial ao encontro de Deus; e puseram-se ao pé do monte. E todo o monte Sinai fumegava, porque o SENHOR descera sobre ele em fogo; e a sua fumaça subiu como fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia grandemente. E o sonido da buzina ia crescendo cada vez mais; Moisés falava, e Deus lhe respondia em voz alta…" (Êxodo 19:16-19)

"Nosso sol é uma dentre 100 bilhões de estrelas em nossa galáxia. Nossa galáxia é uma dentre bilhões de galáxias que povoam o Universo. Seria o cúmulo da presunção pensar que somos as únicas criaturas vivas nesta imensa vastidão". Wernher Von Braun

Os AAs chegaram na Terra há muitos milênios atrás. Eram seres cuja biologia era semelhante a dos humanos modernos. Eles criaram a raça humana atual misturando sua carga genética com a dos hominídeos. O propósito da raça humana talvez fosse servir aos AAs, principalmente provendo-lhes alimento e mão-de-obra em minas e em construções. Os AAs não permitiam que os humanos os vissem - apenas seus símbolos (ídolos), sugerindo que sua aparência fosse medonha; porém era permitido aos humanos verem ocasionalmente seus emissários, ou seja, os "gênios" e os "anjos". Eles também não permitiam aos humanos se aproximarem deles, exceto os sacerdotes que se limpavam e se cobriam e esparramavam em si um germicida, o que sugere uma suscetibilidade deles a doenças terrestres.

Eles chegaram na Terra aparentemente em astronaves que usavam combustível químico, e só pousavam no topo de montanhas ou outros altiplanos rochosos; isto reduzia o pó e facilitava a proteção física dos humanos, e o controle de doenças. Os sítios mais antigos tinham um abrigo sob a rocha que protegia os sacerdotes durante a ida e vinda da astronave. 

Depois, eles construíram - ou forneceram aos humanos - ferramentas para construírem, estruturas de enormes tijolos cozidos, ou plataformas cerimoniais e pirâmides de pedra, que serviam como marcos e como locais de pouso e abastecimento. Estes locais se situavam no mundo inteiro, a maioria no equador atual ou próxima a este. Eles ensinaram a agricultura aos humanos, astronomia, engenharia, e forneceram as primeiras leis. Eles partiram então das vistas da Humanidade.


Em North-West e Austrália Ocidental, entre os anos de 1837 e 1839, estas pinturas rupestres foram descobertas por uma expedição inglesa. A tradição Aborígine chamou-lhes de 'Wandjina', o povo do céu.

- Pistas e Mais Pistas

"A principal meta de toda a ciência é cobrir o maior número de fatos empíricos por dedução lógica a partir do menor número de hipóteses ou axiomas"Albert Einstein

As dezenove pistas seguintes, em defesa da teoria de AA, que vêm à mente:

1) As linhas e figuras que surgem em toda a Terra, por exemplo, as “estradas” e linhas de Nazca (Peru), o "ceques” boliviano, as linhas radiais que emanam de locais cerimoniais antigos, e as linhas "ley” britânicas, linhas precisamente retas que conectam antigos sítios sagrados.

2) As onipresentes pirâmides de vários estilos se espalharam pela Terra, na Europa, África do Norte, Oriente Médio, no Oriente, e nas Américas do Norte e do Sul. Elas tinham várias funções, servindo como mausoléus, marcos e templos cerimoniais.

3) As construções megalíticas se espalhavam essencialmente por toda a Terra; construções de pedras enormes que pesam até um milhão de toneladas. Por que e como eram feitas ainda não foi explicado adequadamente.

4) Uma característica enigmática e sem igual dos sítios megalíticos de ambos os hemisférios são as complexas pedras poligonais que foram usadas na construção destes sítios. Pedras de várias toneladas eram empilhadas, moldadas e às vezes fundidas juntas. Como?

5) Os deslocamentos polares, a concentração de sítios antigos no atual equador ou próximos a este, sugerem que os astronautas antigos chegaram à Terra pelo plano solar, provavelmente usando os planetas para frear, e se estabeleceram muito perto do equador. 

Chatelain (1988) diz, "Os deslocamentos polares e o reajuste do equador também explicam por que nós achamos rastros de civilizações em regiões da Terra que hoje parecem impróprias à habitação humana...". Notavelmente muitos dos sítios mais misteriosos permanecem em um destes equadores antigos.


Mais pinturas rupestres em cavernas da Austrália, retratando um modelo de 'grey' típico: grandes e profundos olhos negros.

6) As diversas escritas antigas sobre "deuses" que podiam se deslocar pelo ar - o Enuma Elias, o Alcorão, o Popol Vuh, o Mahabarata, a Bíblia, e as viagens dos deuses como descritas em selos cilíndricos e estelas das antigas civilizações do Oriente Próximo.

7) Os Portais Divinos – passagens para a Terra. Antes da construção das grandes pirâmides e plataformas, os locais de aterrissagem eram simplesmente numa rocha natural. Um abrigo era escavado por baixo para proteger os sacerdotes durante a vinda e ida dos deuses, por exemplo:

- Israel: Es-Sakhra, a pedra sagrada no Monte do Templo, Jerusalém. Há uma gruta sob a rocha com aproximadamente 7,3 x 5,5 m, e uma saída no teto com aproximadamente 0,8 m de diâmetro, que permitia acesso à superfície (Ritmeyer, 1996).

- Egito: A Grande Pirâmide. A Grande Pirâmide foi construída em um enorme leito rochoso. Aproximadamente 35 m sob a superfície, acessada por uma passagem de 92 m, há uma câmara subterrânea que mede aproximadamente 14 x 8,3 m

- Egito: A Pirâmide de Degraus, com uma gruta subterrânea de multi-câmaras, supostamente construída por Imhotep.

- Egito: As pirâmides de Miquerino, Quefrem, Unas, Teti e muitas outras tinham câmaras subterrâneas. Na realidade as pirâmides de Miquerino e algumas outras nem mesmo tinham câmaras inseridas nas pirâmides - todas as câmaras eram subterrâneas!

- México: Teotihuacan. Há uma gruta debaixo da Pirâmide do Sol com várias câmaras laterais (Tompkins, 1976).

- Peru: O Torreon, Machu Picchu. Uma rocha sem vegetação com uma gruta e altar por debaixo.

- Peru: K'enko. Uma enorme rocha sem vegetação com um altar por debaixo. Um orifício sobre o altar permitia acesso à superfície.


8) Há muitas outras construções na Terra que parecem ter servido como auxílio a antigas rotas de navegação pelo ar, por exemplo, as linhas de Nazca próximas ao enorme sítio cerimonial de Cahuachi, as rochas de Karnak e a "Fairy Stone” em Brittany, a Esfinge de Gizé, o Monte da Grande Serpente em Ohio, e o "Gigante" e outros enormes desenhos nos desertos chilenos e peruanos.

- A espiral era o motivo favorito dos antigos astronautas, surgindo em sítios no mundo inteiro, por exemplo, em Brittany; Cahuachi (Peru); Cânion do Chaco; Nazca (Peru); Kawhia (Nova Zelândia); Mu'a (Tonga); New Grange (Escócia); Tarxien (Malta).

- Considere isto: Em 1969 em New Grange, Escócia, o Prof. O'Kelly provou que no solstício de inverno, 21 de dezembro, o sol matutino entraria pela passagem e iluminaria o motivo espiral. Do outro lado do Atlântico, no Cânion de Chaco, Novo México, a luz caindo na espiral também era usada para marcar os equinócios.

- A espiral, que surge em antigos sítios megalíticos por toda a Terra, obviamente, tinha uma certa significação especial; e nós sabemos agora que nossa galáxia tem a forma de uma bonita espiral. E o que é isto? Será a espiral a assinatura dos que construíram ou forneceram as ferramentas para erguer-se estes sítios enigmáticos?

9) Eles construíram na Terra reflexos de seu domicílio celestial:

- Maurice Chatelain (1988) diz que o padrão das catedrais mais famosas em 10 cidades francesas "tem a mesma configuração das estrelas na constelação de Virgem".

- Bauval e Gilbert (1994) demonstram que as pirâmides de Gzsé espelham exatamente as estrelas na constelação de Órion em 10.540 a.C.

- Leviton e Coons (1987) acreditam que demonstraram a coincidência de um padrão de sítios pré-históricos em Somerset central com a constelação do Cão Maior.

- Zecharia Sitchin (1990) encontra um padrão no Coricancha, em Cuzco, que ele acredita se assemelha à constelação Cygnus.


Comparação de um 'traje' de astronauta moderno com outras figuras 
arqueológicas de 'deuses antigos' que vieram do céu - em variadas culturas

10) Características da seleção de sítios: Identificação e acesso pelo ar, segurança e controle de doenças.

- Os antigos sítios mais importantes parecem ter sido selecionados pela fácil identificação e acesso aéreo; em cumes das montanhas (Monte Sinai, Machu Picchu, Monte Olimpo), em ilhas lacustres (Malta, Lago Titicaca), ou em grandes plataformas artificiais (Baalbek, O Monte do Templo).

- Além disso, vários sítios onde os deuses vieram e foram eram inacessíveis para a maioria das pessoas daquele tempo, nos topos de montanhas ou pirâmides. Eles não permitiriam humanos perto deles, exceto sacerdotes que se limpavam e se cobriam e se lambuzavam com um germicida, sugerindo sua suscetibilidade a doenças humanas.

- Black e Green (1992) postularam que uma pessoa doente era considerada uma pecadora, quer dizer, que havia cometido uma ofensa contra a boa moral ou contra alguma lei divina. A doença poderia ser expelida ou poderia ser desfeita por um deus a quem o “paciente” atrairia através da oração. 

Eles escrevem, “O uso da palavra 'paciente' enfatiza a visão babilônica de pecado como sinônimo de doença. Pecado poderia ser transmitido por parentes ou poderia ser herdado dos pais…os babilônios não tinham um conceito de pecado original, mas acreditavam que eram todos muito propensos a pecar”. (i.e. doença). 

Este aparentemente também é o significado de pecado usado no Velho Testamento: Disse também o SENHOR a Moisés: Vai ao povo, e santifica-os hoje e amanhã, e lavem eles as suas roupas, (Exo 19:10). Se você lesse o velho testamento substituindo “doença” ou “germes” por “pecado” e “esterilize” por “santifique” você se surpreenderá.

- E disse o SENHOR a Moisés: Desce, adverte ao povo que não traspasse o termo para ver o SENHOR, para que muitos deles não pereçam.(Exo 19:21)

- E também os sacerdotes, que se chegam ao SENHOR, se hão de santificar, para que o SENHOR não se lance sobre eles.(Exo 19:22).

"Então disse Moisés ao SENHOR: O povo não poderá subir ao monte Sinai, porque tu nos tens advertido, dizendo: Marca termos ao redor do monte, e santifica-o". (Exo 19:23).

"E se me fizeres um altar de pedras, não o farás de pedras lavradas; se sobre ele levantares o teu buril, profaná-lo-ás". (Exo 20:25).

11) Aparentemente alguns dos deuses eram assustadores de se olhar, e tomavam grande cuidado para não ser vistos pelos humanos, exceto possivelmente pelos sacerdotes mais graduados.

12) Engenharia genética. De vários textos antigos nós lemos sobre a criação do gênero humano e "virgens" que dão à luz os reis-deuses e os profetas. Conforme nossa própria biotecnologia evolui o que eram mistérios insondáveis para nossos antepassados está começando a fazer sentido agora.

Faraós egípcios recebem graças e 'conhecimento' vindos do alto
 - de um objeto voador 'divino' que paira sob o céu. 

13) Astronomia e matemática. As civilizações antigas que surgiram em ambos os hemisférios perto do equador possuíam um conhecimento extenso de astronomia e matemática.

14) O aparecimento súbito de uma civilização humana tecnologicamente avançada. John Cohane (1977) escreve, "até que alguém chegasse ao homem de Cro-Magnon, aproximadamente 30.000 a.C., é impossível sustentar um único pedaço de evidência fóssil e dizer garantidamente: ‘Isto veio de um antepassado do homem'." Ele discute outra evidência e conclui, "…e esta evidência que indica que só 10.000 anos atrás houve o aparecimento súbito de uma civilização inteligente e desenvolvida…".

15) As várias referências ao uso de avançadas armas nucleares ou outras durante as lutas dos deuses entre si.

16) Eles tinham que superar as restrições do tempo, e há várias dicas de dilatação gravitacional do tempo ao se comparar as vidas dos antigos astronautas com as de humanos.

17) Todos os sítios cerimoniais antigos, em ambos os hemisférios, foram abandonados. Nas Américas, os centros se acabaram de forma abrupta e inexplicável (à exceção dos centros astecas), antes da chegada dos espanhóis. Tiahuanaco, na Bolívia, e a região inteira foram abandonados por volta de 1050 d.C.. Quase todos os AAs haviam deixado a Terra.

18) Comunicação com os deuses. Há a sugestão de que Yahweh só poderia comunicar-se com os israelitas pela Arca do Testemunho: “E os Israelitas indagaram do SENHOR, pois a arca do testemunho de Deus estava lá por esses dias, e Finéias filho de Eleazar, filho de Arão, ministrou perante ela por esses dias, dizendo..."

- Os israelitas foram instruídos a soprar um trompete para sinalizar Jeová (provavelmente também outros AAs) para vir ao sacrifício ou chamar Deus a uma assembléia da tribo, ou sinalizar pela ajuda de Deus durante a batalha (Números 10:2-10). Isto sugere que Yahweh não poderia receber as orações dos Israelitas; porém outras passagens sugerem que Yahweh só poderia realmente receber as orações dos Israelitas se eles estivessem próximos da Arca. Mas ele aparentemente não podia responder-lhes pela Arca, só pelos profetas, dentro dos quais ele havia colocado seu “espírito”, por exemplo, quando Ezequias rezou a resposta de Deus veio por Isaías que disse a Ezequias," Assim diz Jeová, o Deus de Israel. O que me pediste acerca de Senaqueribe, rei da Assíria, ouvi." (2 Reis 19:20).

Versão hipotética para as visões bíblicas do Profeta Ezequiel

- Também, quando David orou a Deus, a resposta veio a David através de seu vidente "Gade": E Jeová falou a Gade, o vidente de David: Vai, e fala a Davi, dizendo: Assim diz o SENHOR" (I Crônicas 21:9).

19) Último e mais importante, o argumento de colonização espacial da comunidade SETI. O argumento é que o uso de propulsão nuclear a, digamos, 1/10 da velocidade da luz poderia ser realizada facilmente, e que se apenas uma civilização avançada existisse na galáxia, esta poderia colonizar a galáxia entre 1 a 10 milhões de anos. Eles concluem então que “nós não os vemos aqui; então eles não existem.” A seção seguinte examina este argumento e sua conclusão com maior profundidade:

- A Galáxia está sendo Colonizada

“Isto, então é o paradoxo: toda a nossa lógica, todo nosso anti-isocentrismo, nos assegura que nós não somos únicos – que eles devem estar lá. E ainda não os vimos!” – David Viewing

O físico Enrico Fermi perguntou uma vez: “Se há extraterrestres, onde eles estão?" “Se eles existissem", disse, "eles estariam aqui". Esta foi uma pergunta casual durante um almoço, e eu suspeito que se ele tivesse pensado mais um pouco nisto ele poderia ter especulado ainda mais, “ou eles já estiveram aqui e depois partiram?” Nós nunca saberemos, mas sua pergunta, que ficou conhecida como o “Paradoxo de Fermi” ou “Argumento de Viagem no Espaço”, ensejou muita discussão na comunidade SETI.

Os proponentes da “colonização espacial” discutem que o uso de propulsão nuclear a, digamos, 1/10 da velocidade de luz poderia ser realizada facilmente, e que se apenas uma civilização avançada existisse na galáxia poderia colonizar a galáxia entre 1 a 10 milhões de anos. Eles concluem então que se “nós não os vemos aqui; então eles não existem”. Aparentemente, o argumento assumiu que os alienígenas ocupariam fisicamente todos os planetas habitáveis em lugar de apenas desenvolvê-los. Eu penso que foi onde eles se enganaram.

O paradoxo guiou alguns cientistas - Freeman Dyson, Michael Hart, David Viewing e Frank Tipler entre outros – a especular que qualquer civilização mais antiga e tecnologicamente avançada teria colonizado a galáxia até agora, e desde que eles não estão aqui, eles não existem; então, como um deles disse, “SETI é uma perda de tempo e dinheiro”.

Outros se opuseram. Kuiper e Morris (1977) declararam, “A procura pela inteligência extraterrestre deveria começar assumindo que a galáxia está sendo colonizada. O papel era a mais selvagem especulação, mas as posições e títulos dos autores, e algumas equações, eram aparentemente suficiente para inseri-los no periódico Science. Mas há outra razão pela qual deveríamos assumir que está sendo colonizada".

Concepção artística de divindade azteca que "veio do céu". Poderia ser Quetzalcóatl, o deus conhecido por 'serpente emplumada'?

Em uma recente declaração, o astrônomo Dr. Charles Lineweaver (Lineweaver, 2001), analisando o difícil negócio da formação do planeta terrestre, argumenta que "...isto nos dá uma distribuição de eras para a vida nestes planetas e uma pista rara sobre como nos assemelhamos a outra vida que habitaria o Universo". Da distribuição de eras conclui ele então, "a maioria das formas de vida no universo teve dois bilhões de anos a mais para evoluir do que nós tivemos". Aparentemente, nós somos a criança recém chegada ao berço.

Como usado aqui, "colonização" é provavelmente um termo incorreto, desde que em nosso caso a meta dos antigos astronautas parece ser a extensão de sua biologia, conhecimento, leis e tecnologia, através do exemplo ou da manipulação biológica do animal mais promissor que eles encontraram aqui; um tipo de migração galáctica de inteligência, de sobrevivência e cultura, além dos seres físicos. Parece que, quando nós atingimos um certo nível tecnológico, eles partiram do mundo.

Sendo assim, o argumento "paradoxo de Fermi” é forte mas a conclusão está incorreta. É, na realidade, uma declaração poderosa em defesa da hipótese AA – o de que a Terra, provavelmente junto com a maioria dos corpos habitáveis na galáxia, realmente foi visitada alguma vez por antigos astronautas. Curiosamente, que eu saiba, nenhum dos autores da AA apreciou a lógica constrangedora deste argumento e a confirmação que dá à teoria AA.

Referências
Black, Jeremy and Green, Anthony, “Gods, Demons and Symbols of Ancient Mesopotamia”, Univ of Texas Press, Austin, 1992.
Chatelain, Maurice, “Our Cosmic Ancestors”, Temple Golden Pub., Sedona, AZ, 1988.
Cohane, John P., “Paradox: The Case For The Extraterrestrial Origin of Man”, Crown Pub., Inc., New York, 1977.
Kuiper, T.B.H., and Morris, M., "Searching for Extraterrestrial Civilizations", Science, Vol 196, 6 May 1977. Leviton, Richard and Coons, Robert, "Ley Lines and the Meaning of Adam", in "Anti-Gravity and the World Grid", David Childress (Ed.), Adventures Unlimited Press, Kempton, IL, 1987,
Lineweaver, Charles, "Goldilocks and ET", http://www.spacedaily.com/news/extrasolar-01c.html, 2001
Ritmeyer, Leen, "The Ark of the Covenant", Biblical Archeology Review, Jan/Feb 1996.
Sitchin, Zecharia, “The Lost Realms”, Avon Books, New York, 1990.
Tompkins, Peter, "Mysteries of the Mexican Pyramids", Harper & Row, New York, NY, 1976.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Imagens raras do Velhinho Hubble - 10

Nebulosa da Águia

Nebulosa da Hélice

Nebulosa Olho de Gato

Supernova Henize 3-401

Nebulosa do Retângulo Vermelho

Pismis 24 - ngc 6357  

Nebulosa do Bumerangue

Nebulosa de Órion

Nebulosa Stellar Spire Eagle

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Universos Paralelos (Parte 6 de 6) da serie "O Universo" do History Channel

Universos Paralelos (Parte 5 de 6) da serie "O Universo" do History Channel

Universos Paralelos (Parte 4 de 6) da serie "O Universo" do History Channel

Universos Paralelos (Parte 3 de 6) da serie "O Universo" do History Channel

Universos Paralelos (Parte 2 de 6) da serie "O Universo" do History Channel

Universos Paralelos (Parte 1 de 6) da serie "O Universo" do History Channel

domingo, 1 de maio de 2011

Olhar estrelas..



O observatório Mount Wilson (foto), em Los Angeles, foi o local onde astrônomos como Edwin Hubble contemplaram as mais importantes observações do Universo.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Paralelos acerca do fenômeno Viagem Astral I

Projeção da consciência, experiência fora-do-corpo (EFC), experiência extracorporal, desdobramento, projeção astral ou viagem astral são termos usados, de modo alternativo, para designar as experiências fora-do-corpo (do inglês, out-of-body experience – OBE) ou estados alterados de consciência. 

Tais fenômenos podem ser supostamente realizados por qualquer pessoa, por meio do sono, via meditação profunda, técnicas de relaxamento, ou involuntariamente, durante episódios de paralisia do sono, trauma, variações abruptas da atividade emocional e estresse.

Experiência de quase-morte, deprivação sensorial, estimulação elétrica do giro angular direito do cérebro, estimulação eletromagnética, experiências de ilusão de óptica controladas, e através de efeitos neurofisiológicos por indução química de substâncias comumente descritas como drogas. 

Exemplos de tais substâncias correlacionadas com a fenomenologia das experiências extra-corpóreas são o Cloridrato de cetamina, a Galantamina, a Metanfetamina, o Dextrometorfano, a Fenilciclidina e a Dimetiltriptamina (presente na bebida ritualística Ayahuasca)


A Projeciologia, fundamentada nos experimentos pessoais de projetores conscientes e sistematizações destas autopesquisas - inicialmente proposta por Sylvan Muldoon e sistematizada por Waldo Vieira - confirma que, durante a projeção lúcida, o indivíduo está ciente de que se encontra fora do próprio corpo físico projetado por meio do corpo astral (também chamado de perispírito ou psicossoma), que são entidades imateriais. Por intermédio da projeção da consciência é possível conhecer supostas dimensões extra-físicas.

Existem diversos relatos de projeções conscientes, inclusive publicados em forma de diário. Um deles é intitulado "Viagens Fora do Corpo" (1971) do autor Robert Monroe, um empresário estadunidense.

A projeção da consciência é uma experiência tipicamente subjetiva, descrita, muitas vezes, como próxima à sensação corporal de estar flutuando como um balão, e, em alguns casos, conforme relatos, havendo a possibilidade de estar vendo o próprio corpo físico, olhando-o sob o ponto de vista de um observador, fora do seu próprio corpo (autoscopia). Estatisticamente, uma em cada dez pessoas afirma ter tido algum tipo de experiência fora do corpo em suas vidas.

A Projeciologia propõe a Hipótese do Corpo Objetivo, ou seja, que o psicossoma é um corpo real porém não físico. Tal hipótese contrapõe as teorias psicológicas ou que atribuem ao fenômeno projetivo uma experiência meramente subjetiva de caráter alucinógeno. Algumas experiências teóricas podem reforçar a hipótese da objetividade da experiência fora do corpo. 

O fenômeno de aparição intervivos, onde uma pessoa projetada deve ser vista por outras testemunhas físicas, noutro ambiente, distante de onde o seu corpo físico se encontrava no momento da experiência, pode servir para determinar a objetividade do fenômeno enquanto interpretação espiritual. Por enquanto, não há nenhum estudo científico que passou por revisão por pares que confirme tal hipótese.

A projeção astral, com frequência, é associada ao esoterismo e o movimento da Nova Era. Paralelamente, a medicina começa a tratar seriamente este fenômeno - com mais atenção devido aos inúmeros relatos de experiências quase-morte (EQM). Explicações científicas que seguem o princípio da parcimônia fazem previsões suficientes e pontuais a cerca do fenômeno de experiências quase-morte (EQM) e outros estados alterados de consciência.

Os céticos vêem as projeções de consciência como alucinações. Essa hipótese é apoiada em experimentos nos quais há a indução do estado quase-morte (EQM) por medicações anestésicas como a quetamina, pela indução de hipóxia cerebral [9], estimulação elétrica do giro angular direito do cérebro e outros cenários de alteração neurofisiológica e cognitiva, como suportados por experimentos.

A hipótese de alucinação segue a Navalha de Occam, o princípio da parcimônia, pois não há nenhum estudo que sustente a existência de um plano não-físico, não-mensurável aonde há interação de substância não-físicas com substâncias físicas (causalidade) , devido, pontualmente, ao caráter não-mensurável e estritamente subjetivo, onírico e possivelmente alucinógeno das experiências.

Não há resistência por parte de pesquisadores para o estudo de fenômenos, basta que uma análise de caso faça surgir uma teoria científica. Uma teoria científica segue o método científico para tentar descrever um fenômeno com austeridade e realizar previsões com alto grau de precisão. 

Uma teoria com proposições a cerca de elementos não-mensuráveis (não detectados) que são por definição não-físicos não conseguem descrever a realidade, situação em que a teoria é descartada porque se torna irrefutável (falseabilidade). Todos os centros de pesquisa científicos seguem o naturalismo biológico como posicionamento filosófico capaz de descrever o mundo com precisão e gerar conhecimento confiável. 

Se um fenômeno não pode ser detectado por aparatos físicos, ou seja, por aparatos científicos, então muitos fenômenos podem existir de maneira aleatória e nenhum tem relevância maior porque não podem ser detectados por mais que o pesquisador espiritual insista no caráter particular, privado e introspectivo do fenômeno. 


Vale lembrar que inúmeros danos cerebrais também sustentam experiências subjetivas, privadas, mas nenhuma se traduz como confiável para descrever a realidade. Sonhos podem ter seu conteúdo cognitivo visualizado através de aparatos neurocientíficos, aonde o pesquisador consegue montar quadros dos esquemas audiovisuais que o paciente está experienciando. Uma mesma aproximação de estudo já criou uma máquina capaz de ler os pensamentos de maneira rudimentar.

Segundo as pesquisas da Projeciologia, ciência proposta pelo médico brasileiro Waldo Vieira, durante o sono, quando o metabolismo e as ondas cerebrais diminuem, os laços energéticos que seguram o psicossoma ao corpo físico se soltariam, então a pessoa, através do psicossoma, seria projetada para fora do corpo humano. 

Dependendo do estado de lucidez, são relatados posteriormente como sonhos, sonho lúcido ou uma experiência extracorpórea totalmente lúcida. Não importa o quanto estiver afastada do corpo humano, a consciência estará sempre ligada a ele, pelo "cordão de prata", um feixe de luz que só se romperia quando ocorrer a primeira morte (morte biológica) e voltaria quando solicitado, impossibilitando que se fique preso extra fisicamente.

Segundo a concepção espírita, o desdobramento trata-se de um processo de exteriorização do perispírito do corpo físico. O perispírito, durante este processo, sempre permanece ligado ao corpo por uma espécie de cordão umbilical fluídico. É um estado de relativa liberdade perispiritual, análogo ao sono, em que podemos agir semelhantemente a um desencarnado, podendo nos afastar a distâncias consideráveis de nosso corpo físico. 

O desdobramento pode ser inconsciente ou consciente e, nesse último caso, pode ser iniciado através de operadores encarnados ou desencarnados (benfeitores ou obsessores). Também pode ser parcial, que é quando o perispírito não deixa o corpo físico totalmente (situação na qual as faculdades psíquicas são muito ampliadas) ou total, quando o perispírito deixa o corpo físico. 

Os portadores desta faculdade têm sonhos vívidos, coerentes e nítidos em que assistem a cenas que, mais tarde, descobrem terem sido fatos reais ocorridos em outros lugares. Podem, também, ter visões de cenas fantásticas, com muito realismo, ouvir sons e até sentir contato dos lugares onde forem. Essa faculdade pode ser desenvolvida através de exercícios metódicos. Também é chamado de desdobramento astral, exteriorização ou emancipação da alma. 


Alguns tipos de projeções e níveis de lucidez

    * Projeção inconsciente: ocorreria quando o projetor sairia do corpo totalmente inconsciente. Seria um "sonâmbulo extrafísico". A maioria absoluta da população do planeta faria esta projeção durante o sono ou cochilo e estas seriam posteriormente relatadas como sonhos.

    * Projeção semiconsciente: ocorreria quando o grau de consciência é intermediário, e a pessoa ficaria sonhando acordado fora do corpo, totalmente iludido por suas idéias oníricas. Conhecido também como sonho lúcido.

    * Projeção consciente: ocorreria quando o projetor sairia do corpo e manteria a sua consciência durante todo o transcurso da experiência extracorpórea. São poucos que dominariam esta projeção.

- Tipos de projeções

    * Projeção em tempo-real: quando o projetor projetaria-se para fora do corpo físico e cairia num suposto plano mais próximo ao plano físico, vivenciando tudo ao seu redor. Quem conseguiria este tipo de projeção, poderia supostamente relatar acontecimentos do cotidiano, naturais e extrafísicos. Supostamente, dependendo o nível do projetor, seria possível interagir com o plano físico.

    * Projeção involuntária: ocorreria com a maioria das pessoas que acordariam dentro dos sonhos sem sua própria vontade.

    * Experiência de quase-morte: seria a experiência ocorrida quando, devido a uma doença grave ou acidente, a pessoa sofre o chamado "estado de quase morte". O coração e todos sinais vitais, inclusive as ondas cerebrais detectadas por aparelhos, parariam e a morte clínica do paciente estaria atestada pelos médicos. Nessas situações, acredita-se que o suposto 'espírito' não se desligaria do 'corpo físico' e o paciente "milagrosamente" ressuscitaria, ou seja, apenas que a experiência subjectiva se mantém porque o sistema nervoso ainda apresenta atividade ínfima, pois o processo de necrose (morte celular não-programada) não se instalou. 

Após o retorno de consciência, cerca de 11% dos pacientes relatam experiências detalhadas a cerca de como podem supostamente descrever com detalhes aconteceu enquanto estava "morto", pois, na interpretação dualista, manteriam a consciência ou espírito no suposto plano astral, fora do corpo físico, enquanto tinham a sensação de pairar sobre o corpo. Entretanto, para o espiritualista e parapsicólogo Titus Rivas, a EQM não pode ser completamente explicada por causas fisiológicas ou psicológicas, pois a consciência funcionaria independentemente da atividade cerebral.

    * Projeção voluntária: este tipo de experiência poderia ser induzida através de técnicas projetivas, meditação, amparo de supostas entidades extra-físicas, entre outras. Segundos os praticantes de Yoga, Teosofia, algumas correntes filosóficas e escolas de estudos do pensamento a "projeção consciente" poderia ocorrer com qualquer pessoa, esteja ela consciente do fato ou não. Isto quer dizer que uma pessoa poderia "projetar sua consciência" sem saber que está realizando esta ação, no entanto, seu subconsciente está plenamente ciente da condição existencial que está sendo vivenciada.


Fenomenologia das experiências extra-corpóreas

    *  Ballonnement - sensação de abaloamento, flutuação.

    *  Catalepsia projetiva - estado em que a consciência ou experiência subjectiva se encontra no corpo, mas sem domínio sobre este; é comum no começo e principalmente no fim da experiência extracorpórea, normalmente durando poucos instantes; estado de paralisia astral passível de ocorrer durante a projeção, normalmente com praticantes iniciantes espiritualistas.

    * Estado vibracional - sensação de estado vibracional interior.

    * Ruídos intracranianos - ruídos naturais que podem ocorrer no momento do deslocamento do psicossoma (ou corpo astral) para fora do corpo físico.

Toda fenomenologia está inserida na experiência, seja ela de cunho espiritualista (durante a meditação ou prática de atividade espiritual) ou durante episódios de paralisia do sono, traumas, experiência de quase-morte, estimulação elétrica do giro angular direito do cérebro e outras experiências de ilusão de óptica controladas, além de outras descritas a seguir.

- Experimentos

A projeção da consciência na sua ontologia dualista não sustenta nenhuma teoria científica, ou seja, não possui um modelo de síntese consistente de hipóteses e previsões testáveis, sendo assim classificada como pseudociência. Uma teoria falseável (falseabilidade) faz predições suficientemente precisas para que a teoria possa ser suficientemente refutada. Embora existam muitas interpretações sobre os chamados veículos espirituais ou astrais, nenhum apresenta hipóteses e previsões testáveis.

Várias experiências foram feitas por Charles Tart, entre eles Psychophysiological Study of Out of Body Experiences in a Selected Subject (Estudos Psicofisiológicos de Experiências Fora do Corpo em um Sujeito Selecionados, em tradução livre), cujo resultado (segundo o próprio autor) foi de que "não pode ser considerada evidência conclusiva do efeito parapsicológico".

Em experimentos controlados, algumas pessoas foram capazes de induzir a experiência de maneira ponderada, através de visualizações enquanto dispostas em um estado meditativo, descontraído, ou em sonhos-lúcidos. Em recente experimento conduzido por Henrik Ehrsson no Instituto de Neurologia, da University College London, com o uso de óculos estereoscópicos 3D, foi possível reproduzir a percepção de experiências fora do corpo nos voluntários do estudo. 

Os participantes confirmaram que eles experimentaram a sensação de estarem sentados ao lado de seus corpos físicos mediante ilusão ótica. Na área das ciências, o estudo pode sugerir que há evidência científica de que a fenomenologia de experiência fora-do-corpo possa ser explicada por uma alucinação. 

Estudos em áreas correlatas indicam que a fenomenologia de pacientes que passaram por quase-morte são análogas às de pessoas que vivenciam experiência fora-do-corpo. Há espaço para interpretações espiritualistas e modelos teóricos que considerem a delineação de espíritos ou substâncias imateriais, embora nenhuma tenha sido apresentado aos moldes de uma teoria científica refutável.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Telescópio Hubble comemora 21 anos com galáxia em formato de rosa


Para comemorar o 21º aniversário do lançamento do Telescópio Espacial Hubble, os astrônomos do Space Telescope Science Institute apontaram o olho do Hubble para um par especialmente fotogênico de galáxias, chamado Arp 273.

"Ao longo desses 21 anos, o Hubble mudou profundamente a nossa visão do Universo, permitindo que olhássemos profundamente para o passado e abríssemos os olhos para a magnificência e as maravilhas que nos rodeiam", disse Charles Bolden, administrador da NASA. "Eu tive o privilégio de pilotar o ônibus espacial Discovery quando ele levou o Hubble ao espaço. Depois de todo esse tempo, novas imagens do Hubble continuam a inspirar admiração e são uma prova do trabalho extraordinário de muitas pessoas por trás do observatório mais famoso do mundo", completou o executivo.

Revolução espacial

O telescópio Hubble foi lançado no dia 24 de abril de 1990, a bordo do ônibus espacial Discovery, na missão STS-31. As descobertas do Hubble revolucionaram quase todas as áreas de pesquisa astronômicas, da ciência planetária à cosmologia. A imagem que comemora os 21 anos do telescópio mostra uma grande galáxia espiral, chamada UGC 1810, com um disco que está distorcido, ganhando o formato de uma rosa. A distorção se deve à atração gravitacional de maré da galáxia companheira abaixo dela, conhecida como UGC 1813.

* Fonte:  http://www.inovacaotecnologica.com.br

segunda-feira, 18 de abril de 2011

"Hubble Deep Field": A Foto Mais Importante Já Tirada



Reproduzindo o conhecimento..

Em 2003, o Telescópio Espacial Hubble fotografou a imagem do milênio - uma imagem que mostra nosso lugar no universo. Qualquer um que entende o que esta imagem representa, é permanentemente transformado por ela.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Visões noturnas..


Eu vi a lua, assim de pertinho, numa noite quente de outono. E fiz isso sob repetidos olhares, quase de improviso.

Contemplei-a de um jeito curioso - que nem criança - por meio de um telescópio eletrônico, disposto n´algum lugar ermo do campus, em noite passada.

Ela era pálida, brilhante e possuía uma beleza desoladora, eterna. Os detalhes de suas crateras e manchas  eram, para mim, tão nítidos quanto a proximidade de uma textura qualquer diante dos olhos.

Lembrei-me de um episódio que já se passava esquecido em minha mente. De que eu já a tinha observado, assim de pertinho, uma vez - quando tinha sete anos de idade. Reencantei-me, enfim, por algo que a física ou qualquer astrônomo explica.

E minha alma reverencia..

terça-feira, 12 de abril de 2011

Estudo indica que galáxias teriam se formado pouco depois do Big Bang


Uma equipe de astrônomos anunciou nesta terça-feira que o resultado de um novo estudo os leva a acreditar que as primeiras galáxias foram formadas apenas 200 milhões de anos depois do Big Bang, o que desafia o conhecimento atual sobre como o Universo evoluiu em seus primeiros tempos.

As evidências coletadas para este estudo vieram de uma galáxia remota, cujo brilho enfraquecido revelou a presença de estrelas muito antigas. "Descobrimos uma galáxia distante que começou a formar estrelas apenas 200 milhões de anos depois do Big Bang", indicou Johan Richar, principal autor do trabalho, astrofísico do Observatório de Lyon, no sul da França.

"Isso desafia as teorias sobre quão cedo as galáxias se formaram e evoluíram nos primeiros anos do Universo. Pode até ajudar a resolver o mistério de como a névoa de hidrogênio que se espalhava por todo o Universo no começo foi dissipada", explicou.

A mais antiga galáxia detectada e confirmada até hoje pelos cientistas foi criada há cerca de 480 milhões de anos após o Big Bang. Sob todos os aspectos, esta nova descoberta parece representar um recorde.

Entretanto, ainda não se pode afirmar isto, porque a descoberta foi feita indiretamente, e não por observação direta, disse Richard à AFP.

A equipe do astrofísico utilizou uma técnica chamada de lente gravitacional, o que significa que a luz da galáxia foi observada pelos telescópios orbitais Hubble e Spitzer depois de ter sido amplificada pelo empuxo gravitacional de uma segunda galáxia - que, por arte do acaso, está situada em uma linha reta em relação à Terra. Sem esta amplificação gravitacional, a luz desta galáxia distante, extremamente fraca, seria indetectável.

Utilizando o telescópio de espectroscopia nuclear Keck II, situado no Havaí, para analisar a luz, os astrônomos descobriram que o espectro vermelho da galáxia - característica que denuncia sua idade - indicava 6.027.

Traduzindo para termos leigos, isto significa que a luz observada hoje pelos cientistas na Terra foi emitida quando o Universo tinha 950 milhões de anos. A título de comparação, a mais antiga galáxia descoberta até hoje, em janeiro deste ano, apresentava um espectro vermelho de 10.3.

Entretanto, escondidos na montanha de dados infravermelhos coletados pelo Spitzer estavam sinais de que muitas estrelas da galáxia eram surpreendentemente antigas, e seu brilho, relativamente fraco.

"Isso nos mostrou que a galáxia era composta de estrelas com quase 750 milhões de anos de idade - indicando a época de sua formação em aproximadamente 200 milhões de anos depois do Big Bang, muito mais cedo do que imaginávamos", ressaltou Eiichi Egami, da Universidade do Arizona.

De acordo com a teoria do Big Bang, o Universo se originou de uma explosão há cerca de 13,7 bilhões de anos, e então começou a se expandir.

Depois que o recém-nascido cosmos esfriou um pouco, elétrons e prótons se uniram para formar o hidrogênio, o mais primitivo dos elementos químicos, e durante centenas de milhões de anos, este gás preencheu o Universo.

Como esta névoa de hidrogênio finalmente se dissipou é um dos maiores mistérios da astronomia. Uma das hipóteses é que a radiação emitida pelas galáxias tenha ionizado o gás. Mas isto seria impossível, já que certamente não havia galáxias suficientes para que isto acontecesse.

A resposta, na verdade, pode ser simples, segundo Jean-Paul Kneib, astrofísico do Centro Nacional Francês para a Pesquisa Científica (CNRS), em Marselha. "Parece provável ter havido, de fato, mais galáxias nos primórdios do Universo do que estimávamos - o problema é que muitas galáxias estão velhas e fracas, como esta que acabamos de descobrir", explicou o cientista em uma nota à imprensa.

"Se este exército invisível de galáxias velhas e de luz fraca realmente existe, elas podem ter providenciado a radiação necessária que tornou o Universo penetrável à luz ultravioleta", concluiu.

* Informação veiculada pela Agence France Presse, em 12/04/2011

sábado, 8 de janeiro de 2011

Mudanças à vista


Pólo magnético da Terra está mudando de lugar


O Norte Magnético do nosso planeta está lentamente se movendo cerca de 60 km por ano em direção à Rússia — e nenhum cientista sabe explicar exatamente por que isso acontece. Arnaud Chulliat, geofísico do Instituto de Física do Globo de Paris, afirma que existe uma misteriosa força magnética que está empurrando o Norte magnético para um novo local. Segundo o pesquisador, a força vem do fluxo do centro ferro derretido que forma nosso planeta, de onde surge o campo magnético.

Enquanto isso, cientistas têm evidências de que o centro magnético do planeta se inverte a cada 300 mil anos (norte vira sul, sul vira norte). O detalhe é que a última mudança ocorreu a cerca de 780 mil anos, o que pode significar que uma nova mudança é iminente. Cientistas já descobriram que a força do campo magnético do planeta diminuiu muito nos últimos dois séculos – um fato que faz com que alguns especialistas acreditem que o campo poderia desaparecer completamente nos próximos mil anos. Outros cientistas acreditam que isso se deve simplesmente a flutuações no campo.


Se a primeira teoria se concretizar, o processo terá conseqüências catastróficas sobre a civilização humana e à natureza. Sem um campo magnético, nada nos protegerá das radiações que vêm do espaço, e o clima ficaria completamente maluco – e o sol queimaria todos os nossos serviços de navegação e de comunicação, além de fritar todos nós. Além disso, milhares de espécies animais que migram ficariam completamente perdidas, o que afetaria várias cadeias alimentares em todo o mundo.

*Fonte: Informação veiculada no site da National Geographic  

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Imagens raras do velhinho Hubble

Nebulosa da Borboleta


Essa aparente serenidade esconde uma gigantesca caldeira de gás a mais de 20.000°C e que rasga o espaço a incríveis 900.000 Km/h, velocidade suficiente para ir da Terra à Lua em apenas 24 minutos! A foto é uma das imagens captadas pela câmera WFC3 do telescópio espacial Hubble, instalada há um ano durante a missão STS-125 do ônibus espacial e é o principal instrumento no estudo da energia e matéria escura, formação das estrelas e descoberta de galáxias extremamente remotas. 

A cena retrata a nebulosa planetária NGC 6302, também chamada de Nebulosa da Borboleta, localizada a 3.800 anos-luz, no interior da constelação do Escorpião. No centro da nebulosa jaz uma estrela moribunda, que em seus anos de esplendor já foi cinco vezes mais massiva que nosso Sol, mas que após seu colapso há mais de 2.000 anos, expulsou suas camadas externas em direção ao espaço, formando uma reluzente trilha de gás que agora brilha na forma de uma gigantesca esteira de radiação ultravioleta, responsável por sua aparência. 


O remanescente da estrela central não pode ser observado, escondido por um anel circular de poeira visto na cena como a faixa negra que dá forma ao corpo da borboleta. O cinturão mais grosso consiste no fluxo de gases e forma o clássico padrão em forma de ampulheta, visto na maioria das nebulosas planetárias. 


A cena captada pelo telescópio Hubble revela a complexa história de ejeções de NGC 6302. Antes de colapsar, a estrela evoluiu para uma gigantesca gigante vermelha, quando seu diâmetro ultrapassou em 1.000 vezes o tamanho do nosso Sol. Nesse ponto a estrela perdeu suas camadas externas, que foram ejetadas ao espaço. Parte desse gás foi lançado do equador estelar a aproximadamente 30.000 Km/h, criando o anel de poeira central. 


Em seguida, outros gases foram lançados perpendicularmente ao anel e produziram o padrão alongado das "asas da borboleta". Finalmente, um vento solar extremamente rápido forçou a esteira de partículas a se deslocar a mais de 2.000.000 Km/h pela estrutura das "asas", colaborando para modificar sua forma. 


A borda da nebulosa é formada pela luz emitida pelo nitrogênio, o mais frio dos gases visíveis na imagem. De acordo com os cientistas, a temperatura na superfície da estrela é de aproximadamente 220.000°C, o que faz dela uma das mais quentes da Via-Láctea. De ponta a ponta, a nebulosa mede 2 anos-luz de comprimento, o equivalente a 18 trilhões de quilômetros.



* Trecho extraído de texto postado por Lawrence Paiva 

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