domingo, 30 de março de 2014

Sobre Astrologia - O Retorno de Saturno



A Astrologia, conforme aprendemos na medida em que a estudamos, é um estudo dos ciclos planetários que ocorrem na vida de todos nós. Estes ciclos são individualizados, ou seja, cada pessoa é um caso único e só é possível conhecer tais ciclos a partir do estudo do mapa astral de cada um.

Há, entretanto, alguns ciclos específicos que estão presentes na vida de todos os seres humanos. Um destes movimentos planetários é o famoso "retorno de Saturno", assunto de interesse de todas as pessoas que começam a estudar Astrologia. Até mesmo alguns leigos já ouviram falar sobre o retorno de Saturno e tentam encontrar informações sobre este assunto, seja na internet ou em livros.

Para começo de conversa, cabe aqui explicar tecnicamente o que é o retorno de Saturno: trata-se do tempo necessário para que o planeta Saturno realize uma volta completa em torno do Sol. Enquanto nosso planeta, a Terra, leva em torno de 365 dias para realizar esta volta, Saturno leva aproximadamente 29 anos terrestres para fazer o mesmo movimento. Isso significa que se na Terra você tem 29 anos, em Saturno você acabou de completar seu primeiro ano de vida. Se você acha que está ficando velho(a), é tudo uma questão de perspectiva, pois em Saturno você ainda é muito novinho(a).

E no sentido simbólico, o que isso pode representar? Para a Astrologia, Saturno simboliza o limite, justamente por ser o último planeta que pode ser visto a olho nu. Podemos compreender o retorno de Saturno como sendo aquele momento em que tomamos consciência de nossas limitações, daquilo que podemos ou não podemos fazer.

Aprendemos a diferença entre o que é viável e o que é "viagem na maionese". Astrologicamente falando, é quando nos tornamos efetivamente adultos. Antes do retorno de Saturno, a maioria de nós costuma ter a ilusão de tudo poder. Fantasiamos que somos livres de uma forma irreal. Entre a idade de 28 e 30 anos, "a ficha cai". 

Descobrimos que existem limites precisos, e o melhor: que isso não é ruim, muito pelo contrário! Nos livramos de muitos supérfluos, mantendo em nossas existências apenas aquilo que tem funcionalidade e permite nosso desenvolvimento. É como se passássemos uma peneira fina, e no final descobrimos que mantínhamos várias coisas, objetos ou relacionamentos que não faziam mais sentido e que apenas ocupavam espaço em nossas vidas.


Para algumas pessoas esta é uma fase dolorosa, pois elas descobrem que não são mais crianças e que algumas sérias responsabilidades precisam ser assumidas. O sofrimento, neste ciclo, ocorre apenas quando a pessoa não foi devidamente orientada ao longo de sua vida, quando lhe faltou estrutura e quando ocorre medo de amadurecer. Numa fase em que é imprescindível identificar o que é verdadeiramente necessário, pode ser muito doloroso descobrir que alguns de nossos mais caros apegos envolvem coisas, pessoas ou ideias que não nos fazem bem.

Para tantas outras pessoas, o retorno de Saturno pode ser uma fase muito feliz, de grandes realizações, um momento em que nos deparamos com resultados práticos para os esforços que desempenhamos antes de completarmos 29 anos de idade. É como se a vida começasse a finalmente "tomar forma", e muitas das ideias e conceitos que compreendíamos apenas em teoria passam a assumir a conformação de uma realidade efetiva.

Deste modo, é importante compreender que o retorno de Saturno não é, a princípio, uma fase "boa" ou "ruim", até porque tais valores são estabelecidos por cada pessoa, de acordo com suas próprias e particulares vivências. Também é importante entender que ter um retorno saturnino melhor ou pior não depende apenas de nossa vontade, pois este momento é como o ápice de um processo que se desenvolve desde que nos entendemos como pessoas pensantes. 

Se lhe faltou estrutura, sobretudo estrutura familiar, isso ficará evidente aos 29 anos de idade e é possível que você vivencie uma crise interior. Entretanto, note que vivenciar esta crise pode ser a forma de resolver as carências que você acumulou ao longo da existência. Se o retorno de Saturno será "bom" ou "ruim", isso não importa tanto, pois o sentimento associado a este ciclo é apenas a resultante de nossos movimentos passados, e a vida em geral não acaba aos 29 anos. Na verdade, sob uma perspectiva saturnina, é aí que ela realmente começa!

Uma nova oportunidade se reconfigura, e seja lá o que você tiver vivido em seu passado, depois do retorno de Saturno um novo mundo se descortina, oferecendo a você a chance de ser mais senhor(a) de sua própria vida. De uma forma bem direta, você descobrirá que o que você viveu até antes dos 30 anos não passou de mero ensaio da vida, e na medida em que você amadurecer perceberá como todos os dramas e dores de antes dos 29 anos lhe parecerão tolos e infantis. Passado o ensaio da vida, eis que o espetáculo começa! Sopre a vela do seu bolo saturnino de aniversário e não se preocupe tanto com o gosto do bolo. O importante é que você lembre: este é o primeiro ano do resto da sua existência. Faça valer!



     * Este texto foi extraído do Portal Personare e sua autoria é de Alexey Dodsworth, consultor da UNESCO no Brasil e mestre em Filosofia e Ética pela USP. Dodsworth é Astrólogo há mais de 20 anos, autor de livros do gênero.

domingo, 3 de novembro de 2013

Como saber se está sonhando ou projetado no Astral?



O artigo que segue foi compilado do Portal Todos Somos Um - que indico a todos que tiverem interesse por assuntos relacionados aos que o Paralelos Experimentais trata. A diferença básica entre um sonho e uma projeção astral está no modo em que atuamos em ambos.

Geralmente, o sonhador tem pouca ou nenhuma autonomia sobre os fatos que ocorrem, sendo que deste modo costumam aparecer situações extremamente bizarras que são vivenciadas pelo receptor com normalidade, pois todo aquele que sonha, está numa situação passiva em que é acometido por imagens oníricas. O motivo deste fato acontecer é devido a alguns aspectos.



Em primeiro lugar ocorre quando a pessoa em questão vive situações emocionais conflitantes de difícil "digestão", e então, numa tentativa de se reorganizar internamente, projeta as suas emoções nas diversas modalidades de sonhos, sendo que a mente as recria em imagens simbólicas devido à dificuldade de se enfrentar os fatos em si - imagens estas que são recriadas no plano astral, pois mesmo em um sonho, estas transcendem o lugar da mente.

Uma situação traumática não-vivenciada em sua plenitude, poderá ser retomada através de sonhos que aparecerão com diversas facetas diferentes, mas sempre com o mesmo conteúdo energético a ser trabalhado. Uma determinada situação - quando não estiver muito clara à pessoa - poderá ser reorganizada através de diferentes caras, fantasias e desejos.

O mesmo pode acontecer nas situações obscuras onde existem fatos que as pessoas não tem nem a coragem de contar para si próprias, e estes podem se modelar de tal modo a aparecer assustadoramente para a vítima do sonho.


Em resumo, aquele que sonha, na verdade, está sendo sonhado e é a 'vítima' do mesmo, pois durante o seu sonho não costuma ter senso crítico algum, portanto não sabe do seu poder de ação para transmutar a realidade que se apresenta.

E é também deste modo que os sonhadores 'recebem' as suas vidas, nesta postura passiva onde os fatos chegam até eles inusitadamente e eles - como vítimas dos mesmos - buscarão como poder lidar com as situações já apresentadas. Estes seres ainda não sabem o quanto podem criar as suas próprias realidades. 

Numa projeção astral, diferentemente de um sonho, o projetor sempre está à frente com o seu poder de ação, percebe as situações com senso crítico e mais - ao mesmo tempo - capta toda a realidade por onde transita... isto é, tem a visão multimodal, percebe simultaneamente o todo, o clima e o que sente, questiona-se com frequência sobre os seus sentimentos, nota o que o outro sente, o chão em que pisa (se estiver numa 'fisicalidade' com chão). Toda a percepção passa a ser simultânea.


Mesmo que a princípio o projetor possa não ter a clareza de estar fora do corpo, assim que volta e ativa a sua pára-memória, tem a certeza absoluta que vivenciou uma projeção astral e não um sonho, sendo que esse é só o começo da aventura.

O quanto mais se avança em canais de lucidez, mais se transita por diversos padrões de realidades fora do corpo percebendo que se está lá. Por intermédio das projeções astrais lúcidas, podem-se ampliar os inúmeros canais conhecidos como paranormais aqui nesse plano e a pessoa entende de outra maneira o que são os sonhos premonitórios e outras tantas manifestações espontâneas, pois acessa todo seu poder de ação e captação com consciência.


sábado, 2 de novembro de 2013

Sistema solar "gêmeo" é descoberto - e semelhanças impressionam astrônomos.


A notícia foi veiculada na página do History Channel. Essa semana astrônomos de todo o mundo conseguiram identificar um sistema solar "gêmeo" do nosso - com sete planetas. A descoberta se trata do sistema planetário que orbita a estrela KIC 11442793, residente há 2.500 anos luz do nosso Sol, na constelação de Cisne - "Pó de Diamante!" =P

O que impressionou astrônomos do mundo inteiro foi o encontro do sétimo planeta dentro deste sistema, o que trouxe outra dimensão a sua relevância no âmbito da astronomia

Apesar de contar com um planeta a menos, o sistema "gêmeo" apresenta traços muito semelhantes ao nosso sistema planetário entre os quais destacam-se dois planetas parecidos com a Terra, três super-Terras e dois corpos gasosos imensos. 

Além disso, tal como ocorre em nosso sistema, quanto menor o planeta, mais próximo orbita de sua estrela. O planeta recentemente descoberto tem quase três vezes o diâmetro da Terra e ocupa o quinto lugar de sua formação, da estrela para fora (espaço). Por sua dimensão, este planeta leva apenas 125 dias para completar uma volta em torno de sua estrela.

Uma das coisas mais interessantes desta descoberta foi a participação fundamental de um grupo de astrônomos amadores que colaborou através do site Planet Hunters (recomendadíssimo), processando inúmeros dados obtidos pelo telescópio Kepler, durante sua investigação espacial.



segunda-feira, 28 de outubro de 2013

"The Hubble Ultra Deep Field- in 3D"

Reproduzindo o conhecimento...

Em meados do ano 2000, o Telescópio Espacial Hubble fotografou a imagem do milênio - que revela (a quem tem o mínimo de entendimento possível) nosso lugar no universo. Qualquer um que entenda o que esta imagem representa, é permanentemente transformado por ela.


* As Legendas estão disponíveis. Basta ativá-las.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Loreena McKennitt - All Souls Night

Conforme prometido anteriormente, segue um trecho da gravação oficial do Álbum Nights from the Alhambra, da Bruxa Cancioneira - Loreena McKennitt. A tradução desta belíssima canção, "All Souls Night", está descrita logo abaixo do vídeo. Irei divulgar, gradualmente, outras músicas desta cantora canadense.

Sua biografia e aspectos de sua brilhante carreira podem ser conferidos neste Post - veiculado no Blog. Aprecie esta melodia - conselho a quem interessar possa - sob noite enluarada, com a companhia de taça apropriada (e goles) de um bom vinho Pérgola.



Noite de Todas as Almas

Fogueiras pontuam as colinas ondulantes
Figuras dançam em círculos
Para tambores que vibram em ecos na escuridão
Movendo-se com a música pagã.

Em algum lugar em uma memória oculta
Imagens flutuam diante de meus olhos
De noites perfumadas de palha e fogueiras
E de dança até o próximo alvorecer

REFRÃO

Posso ver luzes na distância
Tremeluzindo no escuro manto da noite
Velas e lanternas estão dançando, dançando
Uma valsa na Noite de Todas as Almas.

Figuras de palha de milho curvam-se nas sombras
Seguras tão ao alto quanto as chamas alcançam
O cavaleiro verde guarda o arbusto sagrado
Para marcar por onde o ano velho passa

REFRÃO

Posso ver luzes na distância
Tremeluzindo no escuro manto da noite
Velas e lanternas estão dançando, dançando
Uma valsa na Noite de Todas as Almas.

Fogueiras pontuam as colinas ondulantes
Figuras dançam em círculos
Para tambores que vibram em ecos na escuridão
Movendo-se com a música pagã.

De pé na ponte que cruza
O rio que vai para o mar
O vento é preenchido por milhares de vozes
Elas passam pela ponte e por mim.

REFRÃO (2 x)

Posso ver luzes na distância
Tremeluzindo no escuro manto da noite
Velas e lanternas estão dançando, dançando
Uma valsa na Noite de Todas as Almas.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Ciências Paralelas - Teaser (HD) - Divulgação

Tomei contato hoje com um Canal denominado "Ciências Paralelas" e fiquei impressionado com a qualidade do Projeto - muito bem elaborado - e que merece ser estudado para uma Postagem mais completa aqui no Blog. O vídeo que compartilho abaixo trata-se do "teaser" e discorre sobre as abordagens temáticas que serão tratadas - numa coletânea de produções que irão se aprofundar nas formas de ciências alternativas. Assuntos como Tecnologias Modernas em relatos Bíblicos, Paranormalidade, Ufologia, e registro de Orbes - bem como estudos específicos e detalhados sobre grandes nomes da ciência alternativa, como Nicola Tesla. Gradualmente, irei divulgar os vídeos produzidos pelo Canal. Por enquanto, fiquem com o 1º de uma sequência que somente tem a somar ao Saber.

domingo, 13 de outubro de 2013

Mecanismo de Antikythera - Animação em 3D


Este post é um complemento de informação sobre um tema tratado anteriormente aqui no Blog: o computador mais antigo do mundo - datado de cerca de 2.000 anos. É desnecessário dizer o quanto a descoberta deste mecanismo revolucionou a questão histórica sobre o Homem e o período em que a Humanidade passou a fazer uso de Tecnologias. Os outros conteúdos estão contantes aqui no site - e podem ser acessados aqui e, também, neste link.

Este vídeo tem função didática para uma compreensão sistêmica sobre o intrincado funcionamento da Máquina de Antikythera, portanto, visualize-o e lembre-se de que o mecanismo foi confeccionado em 82 a.C, sendo considerado um verdadeiro "planetário de bolso" - além de servir como sistema computacional analógico para a previsão de Eclipses e conjunturas estelares. O artefato está exposto no Museu de Arqueologia de Atenas, atualmente

Sobre seu Funcionamento: de um lado está um eixo que, quando gira, põe em movimento os ponteiros de todas as escalas a velocidades diferentes. Os ponteiros estão protegidos por tampos móveis, de bronze, sobre os quais existem longas inscrições.

O professor americano Solla Price interpretou o aparelho como uma espécie de ‘computador’, que poderia calcular os movimentos da Lua, do Sol e dos planetas. A Máquina de Antikythera não deixa dúvidas de que, durante a Antiguidade, trabalhavam mecânicos de precisão de primeira classe. Além disso, o mecanismo era tão complicado que, provavelmente, não era o primeiro modelo da espécie

Mas fica uma dúvida: na época de Cristo ainda não existia a concepção de um céu com estrelas fixas, em movimento aparente, como consequência da rotação da Terra… Então, como este computador analógico foi desenvolvido, num sentido oposto a todo conhecimento existente em seu período de criação?

sábado, 12 de outubro de 2013

Taken - Episódio 10 - "Taken"

Taken - Episódio 09 - "John"

Taken - Episódio 08 - "Dropping the Dishes"

Taken - Episódio 7- "God's Equation"

Taken - Episódio 6 - "Charlie and Lisa"

Taken - Episódio 5 - "Maintenance"

Taken - Episódio 4 - "Acid Tests"

Taken - Episódio 3 - "High Hopes"

Taken - Episódio 2 - "Jacob and Jesse"

Taken - Episódio 1 - "Beyond the Sky"

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Sobre Taken


Taken é uma minissérie de ficção-científica exibida originalmente em 2002, nos EUA, pelo Sci-Fi Channel - sendo que sua produção teve status de grande evento televisivo (o que mais esperar de Steven Spielberg?). A série foi muito bem conceituada tanto por críticos quanto pelo público e, rapidamente, alcançou o status de produto cult - assim como também conquistou o renomado prêmio Emmy em sua categoria, no ano de seu lançamento.

Filmada em Vancouver, British Columbia, Canadá, a série foi escrita por Leslie Bohem, e dirigida a muitas mãos por Breck Eisner, Félix Enríquez Alcalá, John Fawcett, Tobe Hooper, Jeremy Paul Kagan, Michael Katleman, Sergio Mimica-Gezzan, Bryan Spicer, Jeff Woolnough e Thomas J. Wright. 

Quem assina a produção executiva da série são Bohem e Spielberg.

O elenco inclui: Julie Benz, Desmond Harrington, Emily Bergl, Steve Burton, Eric Close, Heather Donahue, Dakota Fanning (que narra a série e interpreta Allie Keys), Matt Frewer, Joel Gretsch, Ryan Hurst, Adam Kaufman, Ryan Merriman, Michael Moriarty e Anton Yelchin. 

Pesquisando mais sobre o processo de feitura do seriado, encontrei referências sobre Taken no site da BBC - quando a emissora estatal inglesa transmitiu os episódios completos (em 2005). Aqui no Brasil, obtive contato com o seriado em 2008, quando a Bandeirantes a exibiu - ao longo de 3 semanas. Naquele mesmo ano houve uma reexibição - pois o ibope teve um resultado interessante - ainda que Taken nunca tenha alcançado a massa brasileira (que prefere novelas).

Abaixo, segue uma "apresentação" produzida pela rede britânica com uma breve entrevista com o próprio Steven Spielberg sobre a motivação que o conduziu a assinar a produção. O texto foi editado por mim - pois traduções automáticas sempre tem seus problemas de concordância e significado.

A minissérie produzida para TV foi lançada em DVD - 
sendo dividida em 3 volumes. Acima, a capa do V. 1.

Todos conhecem a tradição aceita sobre abdução alienígena - os 'greys', aliens de grandes e profundos olhos negros, as luzes inexplicáveis nos céus noturnos, procedimentos cirúrgicos ímpares (implantes)... Mas o que acontece com as pessoas cujas vidas são tocadas/transformadas por extraterrestres?
Este é o foco que orienta a série. Spielberg explica que Taken aborda o lado humano dentro de um histórico das visitações de alienígenas à Terra - especialmente os traumas e perdas provocados por estes contatos. Não é exagero classificar o seriado como "épico", uma vez que os dez episódios da saga traçam as histórias de três famílias por mais de meio século, acompanhando desde os primeiros relatos dos foo fighters, na Segunda Guerra Mundial, passando pelas indecifráveis mensagens nas plantações (agroglifos ou crop circles) até experiências genéticas - resultando em híbridos humano-alienígenas. A narrativa ainda conta com o entusiasmo incansável de personagens céticos, empenhados em desmentir o fenômeno UFO.

Spielberg sempre foi um grande incentivador para Leslie Bohem e sempre teve uma visão muito distinta para o projeto:

Spielberg: "Eu sempre fui interessado pelo gênero, e pensei que não poderia reduzir esse assunto em uma ou duas horas e quinze minutos para um longa-metragem. Era necessário mais paciência e muito mais tempo para realmente fazer uma trajetória decente sobre a história de abduções alienígenas a partir em 1947 até hoje. Taken é algo que trata, essencialmente, sobre histórias de abduções alienígenas [...]. E acredito que o que vai manter as pessoas sintonizadas a este trabalho é o fato de que os personagens são muito convincentes, ao passo que é possível vê-los "evoluir" com o passar das décadas."

Narrado por uma menina de sete anos de idade, Allie (interpretada pela extraordinariamente talentosa Dakota Fanning), a história começa com um 'encontro' entre Russell Keys e misteriosos UFOs brilhantes, enquanto comandava uma missão de bombardeiro durante a Segunda Guerra Mundial contra aviadores alemães. Neste ponto específico, há a aparição dos foo fighters - como ficaram conhecidas as luzes que fizeram peripécias frente a esquadrões inteiros - tudo na obra, nos remete a referências históricas (e bem registradas).

À medida que o enredo se desenvolve, seguem eventos memoráveis, como o incidente em Roswell, em 1947, conspirações governamentais, pesquisas com engenharia reversa e, por fim, o legado de um 'visitante' e suas experiências genéticas em busca de um aprimoramento da espécie. As três famílias que formam o eixo da narrativa se envolvem sob aspectos diferentes em relação à temática de contatos com extraterrestres.

Bohem: "São casos sobre coisas incríveis que acontecem a pessoas comuns. Do ponto de vista de contar histórias, essas são os relatos mais interessantes para contar. [...] Eu sempre soube que haveria três pontos de vista", diz Frank Bohem, o escritor que assina com Spielberg, a Produção Executiva da série. 

"Eu queria olhar para uma família comum, como os Keys, cujas vidas são rasgadas, destroçadas por esses eventos. Os Clarkes, especificamente Tom Clarke (o jornalista e escritor independente, tio de Allie) surgiu, em parte, porque eu estava fascinado pelo ceticismo radical que, comumente, envolve o assunto. E também, estava interessado em incluir um olhar descentrado sobre o que poderia estar acontecendo dentro do governo - coisa que alcancei com os protagonistas da família Crawford".

Ao final, a produção conseguiu satisfazer todos os aspectos técnicos de um épico televisivo: há uma extraordinária atenção aos detalhes, ao período histórico dos cenários e figurinos e, apesar do fato de que a maior parte foi filmada nos arredores de Vancouver, no Canadá, as equipes locais foram capazes de 'recriar' lugares tão diversos como Texas ou Alasca.

A minissérie produzida para TV foi lançada em DVD - 
sendo dividida em 3 volumes. Acima, a capa do V. 2.

Há também, os efeitos especiais - 'cinzas' alienígenas (os greys), naves espaciais, artefatos de outro mundo... A equipe de produção teve sua própria unidade de efeitos especiais e teve um feedback constante do próprio Steven Spielberg. O Supervisor de Efeitos Visuais, Jim Lima, observa:

"Eu tinha extensas reuniões com Steven Spielberg para tratarmos sobre os aliens, discutindo tudo o que se sabe sobre o assunto, a mitologia e os relatos de pessoas que relataram ter visto extraterrestres. Steven tem um conhecimento incrível nesta área, porque quando ele fez 'Close Encounters' (outra série de temática semelhante), ele foi e entrevistou essas pessoas e ouvi estas coisas em primeira mão. [...]. Nossa equipe teve tanta sorte de ter trabalhado para o mestre absoluto da ficção científica", finaliza Lima.

*****

Sobre as Famílias

Os Keys - Eles possuem um legado sanguíneo muito estranho.

- Ao longo de um período de cinquenta anos, esta família foi vítima de inúmeras abduções alienígenas e experimentações misteriosas. O início deste ciclo se deu com o capitão Russell Keys (Steve Burton), um piloto da Segunda Guerra Mundial, condecorado, cuja vida muda depois que seu avião é envolvido por uma estranha luz brilhante - numa batalha aérea contra aviadores alemães. 

Atormentado por sonhos e dores de cabeça extenuantes, Russell torna-se rapidamente um abduzido que recebe frequentes visitas alienígenas. Sua tormenta apenas termina após os extraterrestres se interessarem por seu filho, Jesse (Desmond Harrington). Assim como seu pai, Jesse também torna-se um veterano de guerra que alcançou muitas honras militares. 

As experiências na Guerra do Vietnã e seus constantes sumiços provocados por uma nave alienígena o transformam num homem mal-assombrado. Correndo do governo (e da família Crawford), Jesse involuntariamente passa seu legado para seu filho, Charlie (Adam Kaufman) - este, lutará bravamente para combater os alienígenas e os estragos que eles causam na vida de inocentes abduzidos.

A série televisiva com um total de 10 capítulos, foi lançada em DVD 
como uma Trilogia. Acima, a capa do volume 3.

Os Clarkes - Eles nunca foram totalmente humanos.

- A família Clarke é uma unidade coesa, cuja lealdade extrema protege o fato de que alguns de seus membros são parcialmente alienígenas - possuindo um DNA híbrido, resultado da mistura entre um 'grey' e uma mulher humana.

Sally Clarke (Catherine Dent) é uma dona de casa solitária, cuja vida é permanentemente alterada depois que ela passa uma noite de paixão com John (Eric Close), um estranho e atraente homem que aparece em sua casa, numa noite de tempestade. John é na verdade o alienígena sobrevivente de um OVNI que foi derrubado nas redondezas de Roswell, Novo México.

Depois de perceber que ela está grávida, Sally cria seu filho caçula Jacob (Anton Yelchin), com seu meio-irmãos Tom (Ryan Hurst) e Becky (Chad Morgan). Jacob é um híbrido 'que deu certo', fruto da relação sexual de Sally e John. 

Eles seguem vivendo, na maior parte do tempo, como uma família "normal", até que o governo começa a caçar Jacob para obter informações e fazer experimentos (olha os Crawfords aí, de novo). Com o passar dos anos, Jacob troca de identidade, a fim de despistar seus perseguidores, casa-se e vive como um anônimo qualquer. Seu legado é passado para sua filha, Lisa (Emily Bergl). 

Ao atingir a puberdade fértil, Lisa é levada a bordo de uma nave alienígena, onde é instigada, por processos artificiais alienígenas, a manter uma relação sexual com Charlie Keys. Depois de meses, Lisa da à luz a sua filha notável, Allie (Dakota Fanning), cuja história está no coração de Taken.

Os Crawfords - Eles não irão parar até alcançar a Verdade.

- Os Crawford formam um clã ambicioso e cruel que está determinado a descobrir os segredos por trás dos acontecimentos ligados aos alienígenas. O capitão Owen Crawford (Joel Gretsch) é designado a investigar uma nave extraterrestre que caiu em Roswell. Ele não se limita a nada - até mesmo sequestro e assassinatos - para avançar em sua carreira e resolver o mistério por trás da existência alienígena. 

Sua determinação é repassada para seus filhos, Eric (Andy Powers) e Sam (Ryan Merriman). Enquanto Eric segue os passos de seu pai, Sam segue um caminho diferente para a verdade - com resultados fatais. A filha de Eric, Mary (Heather Donahue) dá provas de possuir a ambição implacável, herdada de seu pai e seu avô. Após se vincular ao governo e se inteirar das conspirações, ela começa um caso amoroso com o Dr. Chet Wakeman (Matt Frewer), o ex-chefe de pesquisa de seu pai.

Juntos, eles manipulam as suas posições na tentativa de obter respostas e de alcançar poder - independentemente do custo para todos os envolvidos. Seus objetivos tortuosos resultam numa conclusão inesperada quando as herdeiros das três famílias - e os alienígenas - são forçados a um confronto final com consequências globais.

*****

Assim, concluo este Post (que deu muito trabalho, confesso). Sempre tive um carinho imenso por este seriado, pois, ainda que seja uma obra de ficção, contém todo o histórico de um fenômeno que acredito (dada sua obviedade), que presenciei, que compreendo a um ponto considerável (e que continuo a desconhecer em sua totalidade). Tudo isso, busco compartilhar convosco. Deixo aqui meu agradecimento absoluto à Brenda Sousa - que disponibilizou a série completa, verdadeira preciosidade televisiva, em seu Canal no YouTube. Por meio do trabalho dela, alcancei esta Postagem. 


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

A História de Deus [Doc] - BBC - Discovery Channel

Em 2011, postei este interessante Documentário aqui no Paralelos Experimentais - em vídeos fragmentados. Porém, os links foram desativados após certo período e cancelei os respectivos Posts. Nesta semana, após uma breve pesquisa (motivado por um interesse que vem martelando em meus pensamentos ultimamente), encontrei a série completa neste link, constante no blog 'TantettauS' (site bastante interessante, por sinal). Abaixo compilei o conteúdo disposto neste site, editando alguns trechos.

História de Deus - no original, "The Story of  God" - é uma sequência sobre religião e razão produzida pela BBC e exibida pelo Discovery Channel. Trata-se de uma série baseada em publicação homônima que examina a peculiar relação ciência & fé através do tempo - iniciando com o culto primitivo de nossos ancestrais e alcançando, em sua conclusão, um retrato da fé no mundo moderno.

Robert Winston, icônico apresentador britânico (também, renomado historiador e cientista político) fornece uma perspectiva única sobre o tema - toda a série foi baseada no livro de sua própria autoria (o cara não é fraco, não). A História de Deus, publicado em 2005, explora as origens das religiões. O documentário centra-se sobre as três religiões abraâmicas (Judaísmo, Cristianismo e Islamismo), e discute a crença em Deus com uma visão científica.

A série inclui muitas entrevistas com cientistas diversos, incluindo o geneticista Dean Hamer, o teólogo Ken Ham, o ateu Richard Dawkins, bem como os membros do programa CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear).

Durante o documentário Winston instiga debates notáveis, entre eles, com o pensador criacionista Ken Ham, visitando o Museu da Criação, onde, segundo ele, "os fatos científicos são ignorados em favor da certeza religiosa". Winston apresenta a sua visão de que a ciência e a religião têm um papel importante no desenvolvimento humano, mas passível de um erro básico, quando alguém passa a dar certeza absoluta a somente um dos lados - em detrimento da outro. "Essa postura pode ​​levar a sérios problemas", argumenta o apresentador. 

- Descrição dos três episódios:

primeiro episódio é focado nas antigas crenças Animistas e nas religiões orientais do Hinduísmo, Budismo e Zoroastrismo. O segundo, diz respeito às três crenças monoteístas abraâmicas: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. O terceiro episódio mostra como a ideia de Deus tem sido desafiada por pensamentos modernos, especialmente por teorias e descobertas científicas recentes. Eles estão dispostos em ordem decrescente, mas você acessá-los sem qualquer trabalho, clicando nos links deste parágrafo, se preferir.

sábado, 28 de setembro de 2013

Documentário 'Viagem aos Limites do Universo' [NatGeo]


Em Viagem aos limites do Universo somos apresentados a tudo aquilo que encontraríamos pelo caminho, caso pudéssemos viajar até o extremos do espaço galáctico.

O National Geographic Channel revela as maravilhas e temores dessa aventura rumo aos limites do Cosmos. Revisitando as lendárias 'pegadas' que Neil Armstrong deixou na Lua, sobrevoando o luminoso planeta Vênus e passando por Mercúrio – o pequeno planeta composto quase na totalidade por ferro – que alguns acreditam que pode ser o que restou de um planeta muito maior.

Em Marte podemos verificar aspectos de um planeta de extremos: com tornados, vulcões e desfiladeiros sem comparação possível com os que temos no nosso planeta. Ao confrontarmos Júpiter, três vezes maior do que a Terra, conheceremos o espetáculo aterrorizante de suas tempestades vermelhas constantes que duram há centenas de anos. Numa das luas de Saturno, Titan, veremos uma paisagem semelhante à da Terra, mas com rios, lagos e oceanos de metano líquido, ao invés de água. Poder-se-ia encontrar vida ali?

Prosseguindo a mais de 90 trilhões de quilômetros da Terra, encontraremos o sistema planetário da estrela Epsilon Eridani, onde anéis de poeira cósmica e gelo se assemelham à formação do nosso sistema solar ocorrida há aproximadamente 4,5 bilhões de anos. Ainda mais longe, iremos encontrar a estrela Gliese 581, com mais ou menos a mesma idade do nosso Sol e com um planeta à distância equivalente para poder suportar vida- muito semelhante à Terra, por sinal.

Ao atravessarmos os Pilares da Criação, penetraremos através de formações de nuvens estelares como a famosa Nebulosa da Águia, onde estrelas enormes se formam, trazendo luz e, quem sabe, outras formas de vida ao Universo. Este conteúdo foi divulgado originalmente no site oficial do NetGeo e editado por mim. Delicie-se com esta super produção. E tenha uma boa jornada!



*****

Abaixo, você confere algumas cenas ilustrativas deste fantástico Documentário:







Buscador - Paralelos Experimentais

Seguidores